Conheça 7 tipos de instrumentos cirúrgicos e suas aplicações!

Os cursos da área de saúde são famosos por serem muito exigentes, tanto na classificação quanto no aprendizado. Algo que fica ainda mais evidente quando você tenta se especializar em cirurgias. Mesmo um assistente precisa dominar vários tipos de instrumentos cirúrgicos e entender quando e como eles são usados.

Claro, não é necessário ter todo esse conhecimento antes de entrar na faculdade. Porém, se esse é o caminho que você deseja seguir, não custa nada aprender um pouco mais sobre esses instrumentos e suas aplicações. Continue a leitura para saber mais!

1. Bisturi

O bisturi é uma ferramenta usada para incisão e punção, o corte dos tecidos e a retirada de fluidos ou massa corporal. Para que ocorra uma cirurgia, é quase sempre necessário abrir o paciente. É aí que entra o bisturi.

Sem dúvida, uma das figuras mais icônicas na carreira de cirurgião. Essa ferramenta é dividida em duas partes: a lâmina e o cabo. Os dois são separáveis, com lâminas e cabos distintos para diferentes procedimentos.

Um cabo maior é mais fácil de manipular, enquanto um mais fino e longo pode alcançar uma camada mais profunda. Também há lâminas específicas para cortes delicados e precisos e outras para abrir caminho através da pele.

Sua principal distinção é que, por ser bem mais fino, o corte gera menor trauma do que uma tesoura. Assim, o impacto da cirurgia é bem reduzido.

2. Instrumentos de exposição

Após fazer a incisão no corpo do paciente, pode ser necessário mantê-lo aberto por um período prolongado. Porém, muitos tecidos tendem a se contrair e retornar ao seu formato normal. Para isso existem instrumentos de exposição, que afastam o material e facilitam a cirurgia.

Estes instrumentos são divididos em duas categorias:

  • Manuais/dinâmicos: são afastadores ajustáveis, mas que dependem de força externa para se manterem. Uma assistente geralmente os segura no lugar;
  • Autoestáticos: são peças que criam uma abertura de tamanho fixo, mas não exigem força depois de colocadas.

Durante o procedimento, é comum que ambos sejam usados em contextos diferentes. Sua aplicação depende da duração do processo e da equipe envolvida.

3. Instrumentos de síntese

O procedimento cirúrgico só termina de fato quando o paciente é fechado, com todos os cortes devidamente suturados. E, para essa finalidade, são usados os instrumentos de síntese.

Um bom exemplo disso são as pinças de manipulação usadas para manusear os tecidos do paciente com maior precisão. Dessa forma, o cirurgião consegue fazer o fechamento dos cortes com maior facilidade, evitando reações inflamatórias e acelerando a cicatrização.

Também podemos falar sobre os porta-agulhas, outro tipo de ferramenta usado para manipular agulhas cirúrgicas. Eles geralmente apresentam ranhuras no interior da pinça, o que diminui o risco de rotação das agulhas enquanto são manipuladas.

4. Instrumentos especiais

Chamamos de instrumentos especiais aqueles que são feitos para intervir de forma bem específica em algum sistema do corpo. Por consequência, esses são alguns dos tipos de instrumentos cirúrgicos mais variados.

Um bom exemplo de instrumento especial são as placas e parafusos usados em restauração de ossos. Quando há danos muito extensos à estrutura óssea.

Essas peças metálicas são instaladas no corpo para manter sua conformidade até que haja uma recuperação completa.

O contato com esse tipo de ferramenta depende mais da natureza da cirurgia. Se não for um procedimento muito complexo, então podem nem ser usados. Ainda assim, você deve ser instruído sobre como utilizá-los durante qualquer procedimento.

5. Pinças de dissecação

Durante uma cirurgia, pode ser necessário remover pedaços do corpo do paciente, seja para um exame ou para remoção de tecidos malignos. Por exemplo, tumores. Nesses casos, um dos instrumentos que podem ser usados são as pinças de dissecação.

Seu formato é bem parecido com o de uma pinça comum achada em farmácia, mas elas vêm em modelos diferentes de acordo com seu uso. O mais comum entre eles é a pinça dente-de-rato, que tem pequenos ganchos (dentes) em sua ponta, para facilitar a extração de amostras.

Outros modelos apresentam uma ponta extrafina para manipulação mais precisa, ou com ranhuras transversais, para melhorar a superfície de contato. Mais uma vez, você vai se aprofundar em seu uso durante a formação.

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As pinças cirúrgicas são indispensáveis no dia a dia de um cirurgião. Fonte: Shutterstock.

6. Pinças hemostáticas

Não há como cortar a pele sem passar por alguns dos canais sanguíneos do corpo. Sendo assim, existem certos tipos de instrumentos cirúrgicos feitos para navegar os vasos sanguíneos sem danificá-los, como é o caso das pinças hemostáticas.

Como muitos outros instrumentos, essas pintas também vêm em diferentes modelos.

  • Crile: as garras das pinças são completamente estriadas, garantindo a maior superfície de contato e pressão;
  • Halsted: são bem menores e mais delicadas, também sendo chamadas de “mosquito”;
  • Kelly: a garra tem dois terços cobertos por estrias, com o resto sendo uma superfície plana;
  • Kocher: são pinças com dente-de-rato na ponta, para facilitar a tração e a movimentação.

Geralmente são usadas em conjunto com outros tipos de pinça para realizar o procedimento todo com mais segurança e eficiência.

7. Tesoura

E, claro, também existem tesouras cirúrgicas, usadas principalmente para o corte de tecidos e para remover pedaços menores.

Tesouras de ponta reta são melhores para cortes extensos, enquanto aquelas de ponta curva podem ser manipuladas e utilizadas em mais procedimentos.

E, claro, também são úteis para cortar os fios cirúrgicos usados no processo de sutura.

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A tesoura cirúrgica é fundamental para cortar tecidos, remover pedaços menores e cortar fios de sutura. Fonte: Shutterstock.

Durante o curso de medicina, você terá uma explicação bem mais aprofundada sobre os tipos de instrumentos cirúrgicos, como usá-los com segurança e em quais procedimentos. A questão é estudar em um local adequado para praticar e aprender antes de entrar em uma sala de cirurgia de verdade.

Como a Anhanguera pode ajudar em sua jornada?

Na Anhanguera, você encontra vários cursos voltados para a área de saúde e medicina. Com eles, você terá toda a orientação que precisa para depois se especializar em cirurgias de diversos tipos.

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Perguntas frequentes

O que faz um instrumentista cirúrgico?

O instrumentista cirúrgico é o profissional responsável por preparar e controlar as ferramentas que são usadas na cirurgia.

Ele realiza diversos procedimentos relacionados a organizar, higienizar e entregar o que o cirurgião solicita e fazendo sua assepsia no término dos processos cirúrgicos.

Qual é a ordem dos instrumentos cirúrgicos?

A ordem seguirá o sentido anti-horário, desta forma: material de diérese, de preensão, hemostasia, exposição, especial e síntese.

O objetivo de dispor os instrumentos cirúrgicos nesse formato é seguir um padrão para facilitar os procedimentos durante a cirurgia.

Quais são as 3 fases da cirurgia segura?

Uma cirurgia segura é planejada em três tempos. Em todos eles, há procedimentos ligados aos instrumentos cirúrgicos.

Primeiro, existe o momento pré-anestesia. Segundo, os procedimentos pré-incisão. Terceiro, os procedimentos antes de o paciente deixar a sala.

O que é uma cirurgia limpa?

Chamamos de cirurgia limpa aquela que é feita sobre tecido tecidos estéreis, que podem ser descontaminados sem risco, sem infecção, processo inflamatório ou falha técnica.

Para tudo ocorrer corretamente, é preciso ter uma instrumentação cirúrgica correta. Por isso, os profissionais ligados ao processo devem estar atentos.

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